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Uso de telas afeta crianças e jovens, apontam estudos

  • 10 de abr.
  • 2 min de leitura

O uso de telas por crianças e adolescentes tem aumentado de forma significativa nos últimos anos, impulsionado pelo fácil acesso a smartphones, tablets e plataformas digitais. Embora a tecnologia desempenhe um papel importante na educação e no entretenimento, especialistas alertam para os impactos negativos do uso excessivo no desenvolvimento físico, cognitivo e emocional.


Pesquisas indicam que a exposição prolongada a dispositivos digitais pode comprometer habilidades essenciais, como atenção, memória e linguagem. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, o uso excessivo de telas, especialmente na primeira infância, está associado a atrasos no desenvolvimento cognitivo e na aquisição da linguagem. Isso ocorre porque o tempo diante de dispositivos frequentemente substitui interações humanas, consideradas fundamentais para o desenvolvimento cerebral.


Além dos prejuízos cognitivos, o impacto na saúde mental também preocupa. Estudos citados pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal apontam uma relação entre o tempo excessivo de tela e o aumento de sintomas de ansiedade, depressão e dificuldades de regulação emocional entre jovens. A exposição constante a conteúdos digitais e redes sociais pode intensificar comparações sociais e afetar a autoestima, especialmente durante a adolescência.


Outro fator relevante é a qualidade do sono. A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que a luz azul emitida por telas interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do sono, o que pode causar dificuldades para dormir e comprometer o descanso adequado. Além disso, o uso prolongado de dispositivos está associado a problemas de visão, sedentarismo e alterações posturais.


Limites e mediação: essenciais para reduzir impactos


Diante desse cenário, especialistas e organizações internacionais reforçam a importância de estabelecer limites claros para o uso de telas. A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças pequenas tenham exposição mínima ou nenhuma a dispositivos digitais, além de orientar que o uso seja sempre supervisionado por adultos.


O consenso entre pesquisadores é que o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é utilizada. A ausência de regras, o uso prolongado e a falta de acompanhamento tendem a potencializar os efeitos negativos. Por outro lado, quando utilizada de forma equilibrada, a tecnologia pode contribuir para o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades.


Como equilibrar o uso de tecnologia no dia a dia?


Especialistas defendem que o controle do tempo de tela deve ser acompanhado de mudanças na rotina familiar. A criação de horários definidos para o uso de dispositivos, a restrição de telas antes de dormir e o incentivo a atividades físicas e interações sociais são apontados como estratégias eficazes para reduzir os impactos negativos.


A participação ativa dos pais também é considerada fundamental. Acompanhar o conteúdo acessado, dialogar com as crianças e promover o uso consciente da tecnologia são medidas que ajudam a transformar o ambiente digital em um aliado, e não em um fator de risco.


Referências

  • Fundação Oswaldo Cruz. Estudos sobre desenvolvimento infantil e uso de telas.

  • Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Relatórios sobre infância e saúde mental.

  • Sociedade Brasileira de Pediatria. Recomendações sobre saúde digital infantil.

  • Organização Mundial da Saúde. Diretrizes sobre comportamento sedentário e uso de telas.





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